O Racismo não existe (mais)

TEXTO 08

Não existe idoso racista. O ser humano que atinge os 60 anos de vida é incapaz de ser intolerante com outro humano por conta da sua cor de pele. Esta é uma constatação lógica.

A tecnologia atual permite, certamente, um prolongamento da beleza física das pessoas. Se em épocas passadas, a pessoa ao atingir 30 anos tinha grandes chances de ter uma aparência envelhecida, abrutalhada, desleixada, hoje, esta mesma pessoa teria mais chances de aparentar uma fisionomia mais jovial. Produtos de beleza, cuidados diários, alimentação regrada, são vários os fatores para se manter uma aparência mais cuidada e atraente.

É verdade que não existe aparência de alguém de 30 anos. No passado as pessoas com 30 anos tinham uma feição mais envelhecida, e no futuro, há enormes chances de alguém com 30 anos aparentar ser mais jovem do que os atuais trintões. Ou seja, no futuro, tudo indica que a aparência de alguém de 30 anos será uma feição mais jovem do que na atualidade. E tal aparência será genuína. Então a evolução humana (ou tecnológica), faz com que a aparência de alguém de 30 anos varie com o tempo. Dependendo da época, alguém com a mesma faixa etária terá tipos diversos de aparências. Portanto, analisar a aparência física de alguém devido a sua faixa etária é controverso quando se fala em épocas distintas.

Porém, em 2017, ainda é possível dizer que não existe pessoa bonita com 60 anos ou mais.

O conceito de beleza é algo subjetivo, cultural e temporal. O que é belo para uma pessoa, pode não ser para outra. O que é lindo para uma cultura pode ser desprezível para outra. O que é atraente numa época, pode ser grotesco em outra. Então, não há beleza universal. O que é belo depende de quem vê.

Se a beleza é subjetiva, não deveria ser possível afirmar que pessoas com mais de 60 anos não são belas. Mas tal afirmação só é válida dentro do contexto da juventude. Uma moça de 20 anos tem uma beleza jovial que uma senhora de 60 não possui. E é claro que há moças de 20 anos que não tem atrativos físicos, enquanto senhoras de 60 anos ainda chamam atenção por um rosto e corpo bem cuidados. Estão nas passarelas, no cinema, nas propagandas, até em arte erótica. É verdade, mulheres com mais de 60 anos são, ainda, atraentes também. E o mesmo vale para pessoas do sexo masculino.

Só que a genética e a tecnologia atuais não permitem ainda, com raras exceções, a beleza jovial da pele, particularmente do rosto. Homens e mulheres que passaram dos 60 anos, mesmo com todo um tratamento facial, mostram em suas linhas que certo tempo já passou. Alguma maquiagem camufla, a luz do estúdio de televisão suaviza, um filtro no tratamento de fotos faz "milagre", mas a pele verdadeira, por trás de todos estes artifícios, vai revelar traços que caracterizam que tal pessoa já não tem a viçosidade da juventude. Facilmente vê-se fotos de personalidades famosas, que na mídia parecem ter um rosto belo, com uma aparência menos bela numa foto em que esteja sem maquiagem, ao acordar, sem a luz certeira, mostrando as imperfeições, até então, camufladas, com artifícios em prol da beleza física. E quando tal foto é exposta, apenas mostra que, mesmo as personalidades mais famosas, mais endinheiradas, mais cuidadosas, ainda assim não conseguem manter a jovialidade eternamente. Isso faz com que tais pessoas se enquadrem num grupo onde faz parte todo o resto das pessoas: a de humanos. Sim, os humanos envelhecem, e não há nenhum problema com isto, é algo natural.

Se os humanos envelhecem, é facilmente entendível que pessoas jovens são mais atraentes do que pessoas idosas. Os idosos são atraentes em suas personalidades, em seu caráter, em sua vivência, porém, fisicamente os jovens são mais belos. As mulheres idosas ficam "conservadas", "ainda são atraentes", "ficam bem para a idade", "são vistosas". Os homens idosos ficam "charmosos", "ficam elegantes", "ficam distintos", "ficam inteiro". Ao elogiar pessoas com mais de 60 anos, sempre elogia-se tal beleza física atribuindo características da idade. Pessoas com 20 anos não são elogiadas por conta da idade. Diz-se de uma moça de 20 anos que é bonita e só, não que é bonita apesar dos 20 anos. Ou seja, a beleza física dos idosos quase sempre é associada a algum fator etário.

E que fique claro: está sendo utilizado a idade de 60 anos porque é a idade onde, por convenção, faz com que uma pessoa torne-se, oficialmente, idosa. Mas tais exemplos de falta de beleza física pode já vir associada a pessoas a partir de 40 anos, ou até antes. E as comparações aqui sobre beleza física devem ser entendidas com equiparidade, ou seja, é certo que há mulheres de 20 anos pouco atraentes que, ao lado de uma senhora de 60 anos atraente, fica visivelmente em desvantagem. Este texto foca num comparativo entre pessoas associadas ao mesmo grau de beleza, portanto em vantagens competitivas. E desta forma, no geral, as pessoas mais velhas não são tão atraentes quanto às mais joviais.

Então, uma pessoa de 60 anos, que teve uma juventude de beleza física, deve reconhecer que seu viço desapareceu. Por mais que tente aparentar uma juventude, tal pessoa é menos atraente a partir dos 60 anos (ou antes). Uma pessoa que raciocine constata este fato. Então, por este simples fato genético e natural ao humano, esta mesma pessoa, se por ventura tiver sido racista durante sua juventude, deixa de sê-la imediatamente, pois se não o fizer, estará repudiando a si mesma.

O racismo nada mais é do que uma aparência física não atraente aos olhos de quem vê.

Se um homem de pele branca que repudie um relacionamento sexual com uma moça de pele negra, por exemplo, pode apenas não sentir atração por tal característica física. Este homem talvez não goste de mulheres mais altas do que ele, e com cabelos curtos, e que use óculos. São características que não o atraem. Ao repudiar se relacionar com esta moça negra, é chamado de racista. Mas qual o nome que chamariam ele por recusar-se a se envolver com ela por usar óculos? É direito dele ter algumas preferências e se recusar devido à outras. Então este homem não é um racista. Apenas não tem interesses físicos na pessoa de pele negra.

Este mesmo homem do exemplo, ao entrevistar um candidato branco e um candidato negro para um cargo em sua empresa, ao analisar tais currículos e constatar que os dois têm as mesmas características necessárias para o cargo, porém só tendo uma vaga para preencher, pode escolher o homem branco que isto não será considerado racismo. Afinal, caso optasse pelo homem de pele negra para o cargo, poderia ser considerado racismo da mesma maneira. Há pessoas brancas que repudiam pessoas brancas, tal como há negros que repudiam negros. Este homem contratante, se escolhesse o homem negro para o cargo com medo de ser acusado de racismo, estaria cometendo racismo contra o branco, pois só escolheu o negro para fugir do racismo, prejudicando o branco com isto. Caso sua escolha fosse através do "cara e coroa", por exemplo, e ao jogar da moeda, na sorte, permitir a contratação do homem branco, isso não seria racismo. Afinal, como mencionado, os dois candidatos tinham as mesmas características necessárias para o cargo. E um deles teria que ser contratado.

Após se recusar a fazer sexo com uma negra, após escolher um homem branco ao invés de um negro para sua empresa, este mesmo homem do exemplo, andando por uma rua do Brasil, vê a sua frente, no escuro, três homens negros vindo em sua direção. Ao atravessar para o outro lado da rua para sair do caminho destes homens, com medo de um assalto, o homem branco, mais uma vez, não seria racista. Ele veria que os três homens, além de não serem assaltantes, ainda ajudariam um senhor perdido mais à frente. O homem branco não deve se condenar por ter se assustado. Afinal, este homem branco é informado e lê que, estatisticamente, há mais negros do que brancos nos presídios. Estatisticamente, há mais pessoas negras pobres do que brancas (a pobreza pode ser um motivo para a criminalidade). Estatisticamente, o número de roubos a pedestres no Brasil aumenta exponencialmente em épocas distintas, independente da cor da pele dos assaltantes. Estatisticamente, o homem branco está se precavendo.

Da mesma maneira que, estatisticamente, as pessoas não são, com frequência, atingidas por raios vindos do céu. Mas isto não impede que, vez ou outra, alguém não seja alvo. O homem branco pode, sim, ser acertado por um raio na cabeça, mas estatisticamente, ele tem mais chances de ser assaltado por homens negros. Então ele irá se precaver dos negros, e não dos raios, mesmo que isto lhe custe a vida no fim das contas ao ser atingido por um raio na cabeça.

De todos os exemplos de "racismo" citados até agora, nenhum deles envolve o racismo propriamente dito. Outros inúmeros casos de "racismo" poderiam ser citados, e nem por isto estaria enquadrado no crime de racismo em vigor no Brasil. Existe a injúria racial, crime onde há a ofensa a uma pessoa valendo-se da sua etnia, enquanto há o crime de racismo, que é ofender toda uma coletividade por conta da etnia. Nos exemplos citados acima, o homem branco teria cometido crime de racismo, pois não ofendeu ninguém particularmente, mas "ofendeu" uma etnia inteira. Mas como os exemplos citados foram justificados, não é racismo. Mas alguém que queira ver racismo nos três atos (desde que não soubesse que o homem branco utilizou uma moeda na sorte para optar por contratar outro homem branco), iria ver racismo. Ao se esquivar de três homens negros na rua escura e deserta no Brasil, este homem está zelando por sua integridade física, mas os mais afoitos iriam dizer que o mesmo cometeu crime de racismo, pois se fossem três homens brancos vindo em sua direção, a cena não seria a mesma. Ignoram as estatísticas para acusar o homem branco de racismo. Devem se lembrar que um homem negro, sozinho na rua escura, pode se esquivar de outros três homens negros vindo em sua direção, também. E também seria acusado de racismo.

No Brasil é comum andar pelos morros das cidades onde haja favelas, e ver marginais andando livremente segurando armamento pesado. Os moradores destas áreas, mesmo não sendo coniventes, acabam se acostumando com a cena. Mas tal cena não é comum fora das favelas. Andar pelas ruas das cidades e ver alguém portar armas, fora as autoridades, não é rotineiro (talvez com exceção de algumas cidades do interior). E pessoas que não estejam acostumadas a ir numa favela, podem se chocar com a quantidade de violência explícita na mão destes marginais. E tais marginais são, em sua maioria, de cor negra, parda, mulata. É claro que no Brasil há um número maior de cidadãos não-brancos do que de brancos, permitindo, então, que em qualquer grupo de pessoas, os não-brancos sejam maioria. Mas apesar desta informação ser provável, segundo as probabilidades, não é estatístico. Há muitos grupos sociais onde a representatividade dos negros é ínfima. Há grupos dominantes no país, formado quase majoritariamente por pessoas brancas. Então, estatisticamente, os não-brancos estão ocupando posições menos atraentes na sociedade, tal como pobres ou marginais. Então ter medo da violência provinda de pessoas negras não é racismo, é noção de estatísticas.

Já num país da Europa, por exemplo, onde a representatividade dos negros pode ser mais modesta na população, trocar de calçada numa rua escura porque três homens negros vêm em sua direção, sim, isto poderia configurar crime de racismo, pois, estatisticamente, o número de assaltos cometidos neste país por negros seria irrisório (até, talvez, pela falta de representatividade da etnia na região). Mas o europeu que trocasse de rua poderia alegar que aqueles três indivíduos poderiam ter saído de um país com muita violência e pobreza, tal como o Brasil, e estatisticamente, mesmo sendo menos quantitativos em seu país, fosse mais certeiro que tratava-se de marginais. Um argumento válido, por mais racista que ele tenha sido ao trocar de calçada.

Uma vez que o continente africano exportou escravos para todo o mundo, levou, com isto, pobreza e marginalização e revolta. Todo país que importou escravos se arrepende amargamente de tal decisão, uma vez que a escravidão tenha terminado. E todos os escravos (e hoje, seus descendentes), estão posicionados para reivindicar seus lugares (que não é mais a África, e sim o continente a qual nasceram). Um norte americano racista-padrão repudia o seu vizinho negro, mesmo que tenham sido os brancos que tenham ido buscá-lo na África, contra a vontade do negro. Certamente o racista-padrão é adepto, ainda, do escravagismo.

A escravidão foi um dos maiores erros da humanidade no decorrer da História. Enquanto a população indígena foi dizimada em sua maioria, a população negra sobrevivente gerou seus descendentes e estão espalhados por todo o planeta. E não esqueceram o que ocorreu com seus antepassados. E não esquecem-se porque a atual posição onde encontram-se em sociedade, é proveniente deste passado. Os negros economicamente abastados são minoria em comparação àqueles que vivem em pobreza e/ou miséria. Sua colocação nos Governos, nas indústrias, na mídia, ainda é condicionada, em sua maioria, aos postos menos importantes. E os brancos parecem ter dificuldades para entender esta necessidade e urgência dos negros reivindicarem seu espaço. Acham que é exagero da parte deles. Mas uma população, provinda de um continente rico como a África, ocupar as posições de menos destaques no planeta, inclusive na própria África, tem todo o direito de reivindicar melhorias. Não importa se os escravos tenham sido seus bisavós, isto ainda está muito arraigado às necessidades dos negros que lutam por igualdade.

Se os negros ainda reivindicam igualdade, se a marginalidade de grande parte deles se dá ao passado de abuso dos brancos, e se um brasileiro ou um europeu brancos trocam de calçada numa rua escura com três negros vindo em sua direção, tais brancos não-racistas serão taxados como racistas, principalmente pela parcela negra que tanto luta por direitos iguais. Talvez o racismo não exista neste exemplo, porém os negros não eram racistas com os brancos nos séculos passados, até serem escravizados. E mesmo não sendo racistas, sofreram nas mãos destes. Agora, talvez, seja a vez dos brancos não-racistas sofrerem nas mãos dos negros para equipararem as Histórias. Mas a dúvida que persiste: os negros atuais são racistas com os brancos, tal como os brancos foram com os negros no passado?

Os negros não são racistas em relação aos brancos. Qualquer crime cometido por negros contra brancos se dá, única e exclusivamente, por sua percepção de que os brancos devem aos negros melhores condições de vida, tirados deles por conta da escravidão. Toda vez que um negro é rude com um branco por conta da pele clara deste, se dá devido ao seu discernimento sobre a História. O negro estudou e aprendeu que brancos abusaram, exploraram, mataram negros. Isto causa angústia, raiva, ódio aos brancos. Mas não trata-se de racismo. Isto é noção de justiça, coisa completamente oposta ao conceito de racismo.

Que fique bem claro sobre o que os dicionários dizem sobre o termo "racismo": conjunto de teorias que estabelecem hierarquia entre raças, sistema político sobre uma raça considerada superior de dominar outras, preconceito contra indivíduos de uma raça consideras inferior. Ou seja, para haver racismo, significa que uma etnia se considere superior à outra. E os racismos vindo de negros para com brancos, se dá pelo contexto histórico, não por se sentirem superiores. Lutam por direitos iguais, não por direitos superiores.

O mesmo ocorre com relação aos conflitos entre brancos e amarelos. Alguns brancos discriminam os asiáticos por conta de sua informação com relação ao ocorrido no passado, em guerras, conflitos e questões políticas. Quando um branco discrimina um amarelo, não o repudia porque comem cachorros ou dormem em gavetas, e sim porque acusam o asiático (ou melhor, acusam seus antepassados), de terem cometido aos seus antepassados brancos injustiças, e se acham no direito de perpetuarem a rixa. E o mesmo ocorre em relação aos amarelos para com os brancos.

O racismo não existe hoje em dia, mas existia no passado. Pessoas brancas se achavam, realmente, superiores aos amarelos, aos vermelhos e aos negros. Escravizaram negros, mataram vermelhos e brigaram com amarelos. Na época da escravidão, os negros não eram humanos. Não pensavam, não tinham alma, não tinham desejos, vontades, não eram inteligentes, não mereciam consideração. Pelo menos os brancos achavam estas coisas à época. Um negro escravo era igual a um animal qualquer, e até mais inferior, pois os cachorrinhos podiam entrar na casa dos escravagistas, mas muitos negros, não. Já os indígenas eram selvagens. Eram ignorantes, eram devassos, eram pagãos. Matar indígena não era crime, pois eles não eram humanos. A soberba do homem branco da época pode ser "perdoada" pela ignorância dos fatos. A medicina não estava muito desenvolvida, então acreditar que seres humanos não eram humanos, é entendível, numa época em que acreditavam que a linha do horizonte no mar era o limite da Terra. O humano na época era bastante ignorante. Ou se fazia de ignorante quando isto lhe interessava economicamente.

Séculos se passaram e descobriram que a Terra é redonda (ou quase redonda), que gira em torno do Sol, e descobriram (ou aperfeiçoaram) a genética. Cromossomos X e Y, fecundação in vitro, clonagem, além da escravidão ter sido abolida (na maior parte do planeta, ao menos). Os descendentes brancos dos escravagistas brancos reconheceram que não havia, afinal, superioridade nenhuma com relação a outras etnias. São todos seres humanos, geneticamente iguais, com diferenças de alguns genes que determinam características físicas específicas. Mortes e sofrimentos do passado que mancharam a "superioridade" do branco. E como os negros ainda estão, proporcionalmente, em menor número também no campo das ciências em relação aos brancos, muito provavelmente foram pessoas brancas que descobriram, em suas pesquisas, que negros, e brancos, e amarelos, e vermelhos, são todos iguais. Possivelmente brancos descobrindo que não eram superiores. E espalhando a notícia pelo mundo. E as pessoas acreditaram nisto. No mundo todo, as pessoas sabem que a medicina descobriu não haver diferenças entre os seres humanos que os classifiquem como superiores ou não.

Só que a mídia ainda divulga notícias sobre crimes de racismo. As pessoas veem nas ruas, diariamente, ofensas e discriminações por conta da diferença da pele das pessoas. E ao mesmo tempo usam smartphones e acessam a Internet. Também andam de avião e vão a sessões de cinema em 3D. Em séculos passados, se alguém mostrasse para um branco um smartphone ou um avião voando no céu, certamente ele iria se assustar e dizer que tratava-se de bruxaria, de feitiço. Smartphone é mágica. Pelo menos seria para o escravagista. Atualmente ninguém acredita que smartphone é magica. Significa que acreditaram nos cientistas que descobriram como uma informação de um ponto pode ser levado até outro, bem distante, através de satélites. As pessoas não entendem bem como funciona, pois é tudo invisível. Ninguém vê o satélite, ninguém vê as ondas sonoras, ninguém sabe como alguém no outro lado do planeta recebe quase que imediatamente as informações que envia pelo smartphone. Mas ninguém contesta os cientistas, os descobridores de tal tecnologia. Smartphone é smartphone e pronto. O avião voa e pronto. Não há o que contestar. Mas os cientistas descobriram que não há diferenças entre negros ou brancos, do ponto de vista genético. Não há superioridade ou inferioridade. Aí, neste campo, parece que algumas pessoas que usam smartphone e andam de avião, decidiram que não acreditariam nos cientistas. Preferem acreditar que existe, sim, diferenças, e proliferam o racismo.

É certo que ninguém é obrigado a acreditar 100% nos cientistas. Talvez eles tenham inventado um carro sem condutor, um submarino, um remédio para disfunção erétil, mas nem tudo o que fazem pode ser 100% preciso. Será que os alimentos transgênicos são saudáveis? Será que um homem já foi realmente à Lua? Será que a invenção da bomba atômica foi uma coisa boa? Os racistas têm todo o direito de escolher por aquilo que querem acreditar. Mas que tenham argumentos válidos para isto.

Certa vez, numa tribo africana, um líder do povoado pediu desculpas em nome de seus antepassados e por sua aldeia até aquele momento. Esta tribo tinha o costume de sacrificar o segundo gêmeo nascido logo após o parto. Segundo suas crenças, era um demônio querendo nascer na Terra. Portanto, após o nascimento da primeira criança, a segunda (ou demais que houvessem), eram sacrificadas. Não haviam irmãos gêmeos neste povoado. Até o dia em que cientistas foram ao povoado e explicaram sobre a fecundação. Explicaram que, por vezes, mais de um espermatozoide fecunda o óvulo, causando mais de um nascimento. Desde este dia, nenhuma criança foi sacrificada por nascer gêmea. Explicações científicas foram capazes de mudar uma crença numa população, que via naqueles sacrifícios, a coisa certa a se fazer até então.

Então é possível mudar crenças. Os cientistas possuem os argumentos e os dados necessários para explicar aquilo que já descobriram. E já descobriram que não há etnias superiores. Mas os racistas insistem em não acreditar nos dados dos cientistas. E sem argumentos válidos para refutá-los, que não seja apenas o costume.

Um norte americano que seja racista com um oriental, por exemplo, tem sua justificativa em cima da História entre os dois grupos. Porém, se um descendente oriental nasce nos Estados Unidos, ele é cidadão norte americano, mesmo que tenha em suas feições, características asiáticas. E não raro estas pessoas com feições asiáticas (mesmo sendo cidadãs dos Estados Unidos) são vítimas de discriminação. O que é visto, neste caso, é que o cidadão branco norte americano esquece que o outro cidadão, também norte americano, que cresceu escutando a música pop, comendo fast food, consumindo cinema de Hollywood, é tão estadunidense quanto ele mesmo. Associa suas feições aos costume socioculturais dos asiáticos. E muitos, sim, mesmo sendo cidadãos dos Estados Unidos da América, ainda mantém em sua cultura um modo oriental de ser. Mas tem outros que nunca estiveram na Ásia, que não se identificam com os costumes asiáticos, e que amam os Estados Unidos e sua cultura, mas por causa de seu rosto de olhos puxados, são taxados como cidadãos inferiores daquele país. Mesmo que suas questões socioculturais sejam completamente independentes dos seus antepassados, ainda assim isto delimita o modo como os outros o tratarão durante toda a vida. Não se trata da cor da pele deste indivíduo, pois a pele é, até, branca, mas esta pessoa é estigmatizada com as questões étnicas, de seus antepassados.

Nos Estados Unidos, os denominados latinos passam por situações semelhantes aos negros ou aos nipônicos. São todos norte americanos, mas são divididos por conta de sua cultura. Mais ou menos como os judeus foram separados do restante dos cidadãos alemães durante a Segunda Grande Guerra. Eles eram alemães também, mas sua etnia judaica os fez serem considerados cidadãos menos alemães. Na Índia o sistema de castas divide indianos em grupos distintos, havendo, então, uma classificação superior em relação a outra casta. E tribos de aborígenes australianas são apenas aborígenes para o resto do planeta, mas entre eles também há distinção e, até, rivalidades. O humanos sempre querendo separar grupos para diminuí-los. Esquecendo que são todos iguais, feitos do mesmo material genético.

Há racistas que não gostam de japoneses, mas jogam vídeo game. Acham que os japoneses são inferiores, mas consomem os jogos produzidos por esta etnia. O racista que detesta indígena, também vai à farmácia comprar um derivado de planta com fins medicinais, que foi induzido aos cientistas pelo mesmo grupo indígena. Então não há, de verdade, racismo. Há uma divisão de outra natureza. O racista nipônico quer que os japoneses continuem fazendo novos jogos de vídeo game, e o racista do indígena quer que os indígenas indiquem mais produtos medicinais. São racistas, mas gostam, mas precisam desse grupo. Só não quer ter proximidade com eles. Que fiquem no Japão ou na floresta, mas que fiquem lá, pois os racistas usam aquilo que é produzido por eles.

Como dito no início do texto, os idosos não são mais bonitos do que os jovens. A velhice traz, consigo, a falta de beleza. É fato. E os idosos são raridade nas propagandas comerciais, no cinema seus papéis têm menos destaques, na vida em sociedade são postos em segundo plano. Mesmo que um senhor de 60 anos tenha todo o vigor físico necessário ainda, seu emprego vai para alguém de 30 anos. Não é falta de capacidade, pois alguém de 30 anos deve ter menos experiência, mas alguém de 60 anos já é considerado menos maleável, menos original, menos ativo. E vender pasta de dente num comercial de televisão é mais vistoso aos olhos do consumidor se for com um modelo jovem ao invés de um modelo idoso.

Com os negros ocorre o mesmo. As mulheres negras são feias em comparação às mulheres brancas. Pelo menos no contexto comercial veiculado atualmente. Os traços da mulher negra, seu cabelo crespo, até mesmo seu corpo (muitas vezes mais voluptuoso), dão um tom menos sóbrio a cena. O casal do comercial deve ser sempre branco. Mas o que faz a pessoa negra mais feia do que a pessoa branca? Há brancos de cabelo crespo. Há negros com feições finas. Mas isto é outra questão sociocultural. Na Antiguidade e na Renascença, por exemplo, as mulheres eram idealizadas com um corpo considerado obeso na época atual. À época, beleza era ter mais gordura. Atualmente isto está em desuso. E a beleza dos negros vai pelo mesmo caminho.

Apesar de existirem negros desde sempre (as primeiras pessoas da civilização humana eram negras), eles sempre tiveram uma posição de menos destaque na sociedade. Os brancos inventaram primeiro as armas de fogo e dominaram outros grupos "inferiores". Possivelmente, se no passado os europeus não aperfeiçoassem as armas de fogo, e os negros da África tivessem inventado os canhões, por exemplo, hoje a estrutura mundial seria diferente. A Europa teria sido colonizada pelos africanos e os poderosos no Governo seriam negros. Ou se os indígenas tivessem descoberto a bomba atômica primeiro, quem sabe eles já não teriam dominado o planeta também? Mas como a História ocorreu do jeito que ocorreu, houve uma supremacia branca nos Governos, na mídia, nos costumes. E estes costumes ainda estão em vigor. Os atores principais das novelas de televisão são brancos. Nos comerciais, também. No Exército, nas religiões, nas universidades, a maioria, ainda, é branca. E como os negros demoraram para ter direito ao voto nas eleições democráticas, como foram escravizados por muito tempo, tendo situações econômicas menos favoráveis, sempre foram vistos como pessoas com menos poder de compra, de decisões, de importância.

Se o cinema de Hollywood, a partir de hoje, só produzisse filmes com atores 100% negros, certamente a bilheteria seria afetada. O intuito do cinema é levar ficção para o mundo real (sim, há documentários, também), mas mesmo que o intuito seja a ficção, as pessoas esperam se identificar com a obra. Um filme romântico entre um casal homossexual tem menos público do que um filme romântico com um casal heterossexual. Isto se dá porque as pessoas heterossexuais (que são maioria em relação aos homossexuais), querem se identificar numa obra, mesmo que de ficção. E ver dois homens ou duas mulheres como protagonistas destas obras afasta um público mais amplo. E claro, existem exceções. Mas supondo que Hollywood não fizesse mais filmes românticos com casais heterossexuais, apenas com casais homossexuais. Fora a comunidade gay e seus simpatizantes, o público do cinema iria diminuir consideravelmente. O mesmo ocorreria com filmes com atores 100% negros. Os brancos, não se sentindo identificados na obra de ficção, se afastariam do cinema e o público negro, que é economicamente menos favorecido no atual contexto político, não teria dinheiro para ir ao cinema. Os filmes iriam perder público.

Claro que existem negros ricos, mas no contexto geral, são minoria com relação aos outros negros. Claro que haveria brancos que assistiriam a todos os filmes e os recomendariam, mas não seriam a maioria. Na atual circunstância econômica planetária, ainda não é vantajoso divulgar o negro. Nem o branco está acostumado a consumir o negro e nem o negro pode consumir o negro. Então isto faz com que a pessoa branca continue mais bonita que a pessoa negra. Se a mídia massifica o padrão branco, até o negro se acostuma com ele e o toma como o padrão a ser atingido. Há inúmeros casos de pessoas de pele negra que se auto intitulam brancas. Elas acreditam que são brancas, ou que um dia serão, e perseguem este objetivo. E quando um negro é posto na mídia, na novela, no comercial, é visto ainda com receio. Mas isto não é racismo. Racismo é superioridade de uma raça em relação a outra. Neste caso é apenas estética comercial. É o capitalismo falando mais alto.

Na História, o corpo do homem também já teve variações de beleza. Homens fortes eram um sinal de beleza, pois num mundo violento, homens fortes eram valentes. Homens gordos eram um sinal de beleza, pois homens gordos eram ricos, e não precisavam trabalhar, num mundo dominado pelos poderosos. Homens com o pênis pequeno eram um sinal de beleza, pois apenas os escravos tinham pênis grandes, e ser representado com um mais avantajado seria desrespeitoso para com o escravagista. Em épocas distintas, por motivos distintos, o padrão de beleza mudou para os homens, para as mulheres, para as diversas etnias. E na contemporaneidade, ser belo é ter cor de pela branca.

Há alguns racistas de pele branca que alegam que os negros têm um cheiro corporal mais forte. Isto é verdade, alguns negros têm um cheiro mais intenso, diferenciado. Assim como muitos brancos também possuem um odor mais intenso, por vezes desagradável. Isto não é proveniente da cor da pele, e sim de outros fatores que não se fazem importante para este texto. Então, alegar um cheiro diferente para discriminar alguém é o mesmo que discriminar alguém por não gostar de seu perfume. É direito de alguém não gostar do perfume de outra pessoa, mas isto não lhe dá direitos para praticar o racismo. Mas o odor ainda não parece ser um argumento válido para fazer de alguém racista.

Racistas de pele branca se incomodam com alguns penteados de pessoas negras. Seja o cabelo black power, ou dread, seja o cabelo rastafari, isto parece incomodar bastante alguns brancos (sabe-se lá porquê). Certa vez um ator mirim de cor negra foi alvo de insultos por grande parte do público de uma novela devido ao seu cabelo ser abundante e crespo. E a direção da novela optou por cortar o cabelo do ator para ficar mais "aceito" pelo público de cor branca. Ou seja, não era um ator mirim de cor negra, e sim um ator mirim tentando se parecer o máximo possível com os padrões brancos aceitos, mesmo possuindo tom de pele mais escura. Em outro caso, uma atriz de novelas de televisão, por umas duas vezes no mínimo, já foi alvo de insultos racistas na Internet por ser de cor negra. Mesmo já tendo protagonizado algumas novelas de horário nobre, ela é sempre ofendida por conta, entre outros motivos, do cabelo. Os racistas online são muito preocupados com o cabelo. Um dos comentários sofrido por tal atriz diz: "me empresta teu cabelo aí para eu lavar louça". Os racistas se preocupam com o cabelo dos negros, mas não são racistas com as pessoas de pele branca que possuem cabelo crespo, seja natural ou produzido em salão de beleza. E tal atriz vítima de racismo sofreria outras injúrias, mesmo que raspasse toda a cabeça. Não, o racismo não é por conta do cabelo.

Já alguns racistas de pele branca associam os negros aos macacos. E isto não é ofensivo de forma alguma. Sim, os humanos são muito semelhantes com símios, são parentes genéticos próximos. Há inúmeros seres humanos, de tom de pele distintas, que se parecem com símios. Há alguns atores de Hollywood de pele branca, que têm feições muito próximas aos macacos. Ao buscar na Internet facilmente encontra-se inúmeras postagens associando celebridades semelhantes a animais. "Cara de cavalo" é uma associação comum entre as pessoas, alguns são associados a cães, coelhos, ovelhas, camelos, até tartarugas. Sim, os humanos possuem, por vezes, algumas semelhanças com animais, inclusive com macacos. Mas nestas listas com celebridades, no geral, evita-se usar fotos de macacos para associar uma personalidades, principalmente se forem negras. Uma pessoa de pele branca pode ser associada a um símio que não é considerado ofensivo, já um negro ser associado a um símio conjectura racismo, mesmo que, de fato, tal pessoa tenha traços semelhantes com um macaco. Mas a sociedade contemporânea também taxa animais como mais ou menos merecedores de importância. No geral acha-se que cães e gatos são mais fofos do que símios. É só uma questão de ponto de vista, mas nem por isto verdade. A cara de um caranguejo ou de um lagarto é tão bonita quanto qualquer outra cara de bicho, depende, sempre, de quem as vê. Mas no Brasil institucionalizaram que os símios são animais inferiores para comparativo. Se uma pessoa de pele branca chamar um negro de cobra ou rato nada ocorre, mas se chamar de macaco, será presa sem direito a fiança.

Se um negro careca continua sendo alvo de preconceito racial, não é o cabelo o alvo principal. Se os macacos foram taxados de animais menos simpáticos, sendo apenas uma convenção social sem nenhum fundamento lógico, não é por ser parecido ou não com um símio que configura racismo. Se o odor também não é justificativa, não resta muitos motivos para haver racismo. Se a medicina já descobriu que não há nenhum validade no que diz respeito às diferenças de inteligência entre pessoas de cores distintas, então não existe racismo por falta de inteligência. E se historicamente os brancos já reconheceram que seus antepassados foram injustos para com pessoas com outros tons de pele, os brancos contemporâneos deveriam superar os erros de seus antepassados e não perpetuá-los. Então o racismo é proveniente da cultura do que é belo e do que não é. Os brancos racistas acham os negros pessoas mais feias. Esteticamente mais feias.

Se os negros são considerados mais feios pelos brancos racistas, tais brancos são superficiais com relação a aparência. Consideram que a aparência física é que determina o caráter e o valor de uma pessoa. Se é bonita, merece consideração. Se é feia, merece o desprezo. Mas estes brancos racistas chegarão aos 60 anos (se não morrerem antes), e deixarão de ser bonitos. Serão tão feios quanto os negros (segundo seus julgamentos pessoais). Estarão no mesmo patamar daqueles que discriminavam.  Certamente uma senhora branca de 80 anos é mais feia do que uma moça negra de 25 anos. Mas tal olhar egoísta do racista não permite ver desta maneira. Morrem enrugadas e carcomidas, mas não admitem que a pele negra é mais bela que a dela. Se admitirem, então não são racistas. E estes racistas não existem. Se existissem, esta senhora de 80 anos não iria à rua de maquiagem no rosto. Ao usar uma maquiagem, significa que tenta esconder ou suavizar imperfeições da idade. Tenta aparentar ser quem não é de verdade (ou seja, uma pessoa mais feia do que já foi). E ao discriminar um negro, apenas por achá-lo feio, está discriminando a si mesmo. Ou seja, se alguém é feio, como pode discriminar outros feios? É ilógico. E se esta senhora acreditasse que fosse linda ainda, não precisaria de maquiagem para fingir ser quem não é. Seu espelho em casa (e ela mesma) sabem o quão feia é. Sabe como é ruim ser feia. Então não há motivos para a discriminação. Uma pessoa destas, que discrimina um negro por ele ser feio, apenas é uma pessoa que chegou a tal idade e não entendeu para o que serve a vida.

Mas se uma moça de 30 anos, de pele branca, que ainda não perdeu sua beleza pela idade, usa seu racismo para discriminar uma moça negra, bonita, de 30 anos, apenas por considerá-la feia, deve ser suicida, pois deve querer morrer antes dos 60 anos, que será quando não será mais bonita. Se alguém sabe que deixará de ser belo, porque discriminar alguém por conta da aparência física? É permitir que o mal retorne no futuro a si mesma.

Segundo o padrão atual de beleza física, a porcentagem de pessoas belas no planeta é bem pequena. Há vários estudos sobre o tema, mas como padrões de beleza diferem de região para região, não há um consenso em quantas pessoas bonitas têm no mundo. Mas este número não ultrapassa 15% da população, em estudos mais generosos. Há estudos que indicam somente 4%, outros que indicam 1% da população mundial, e por aí vai. Mas todos os estudos concordam que a grande maioria das pessoas no planeta não é considerada bonita. As pessoas, a grande maioria das pessoas, não é bonita. Seja pelo fator idade, seja pelo fator econômico (impossibilitando maiores cuidados), seja pela genética, as pessoas são feias. Pelo menos para os padrões atuais.

Antigamente, pinturas retratando gordinhas, eram sinônimo de beleza. Isto se dava porque numa época onde a maioria das pessoas não tinha o que comer, ser gorda era sinônimo de fartura, então era comum as moças sonharem em ser gordas. Se o padrão atual de beleza é taxado como sendo uma moça jovem, loira, de olhos azuis, magra, significa que a maioria das pessoas não é assim. E o padrão é este porque as pessoas não são assim, é proposital. Se todas as pessoas buscarem ser assim, farão de tudo para conseguir alcançar tal objetivo. Comprarão o produto que for, frequentarão a academia que for, serão adeptas de procedimentos cirúrgicos para conseguir fazer parte de um grupo seleto de pessoas com estas características. Certamente se, num passe de mágica, todas as mulheres do planeta se tornassem brancas, loiras, de olhos azuis, e somente uma moça fosse negra, ser negra se tornaria o mais novo padrão de beleza, e todas as moças perseguiriam todos os procedimentos estéticos para serem negras (se a mídia assim quisesse, claro). Se todas as moças tivessem as mesmas feições, iriam tentar se diferenciar. E o mercado, tentando lucrar, induziria apresentando novas feições, talvez de pele negra, para o público. E as poucas mulheres que conseguissem ficar negras, com o cabelo crespo, seriam o sinônimo de beleza desta realidade.

Especulações à parte, é estatístico que as pessoas, em sua maioria, homens e mulheres, de todas as culturas, são mais feios do que bonitos. Então discriminar alguém por sua cor de pele, ou pelos olhos mais puxados, ou pelo nariz mais achatado, ou pela falta de sobrancelha, isto apenas revela que são suicidas que esperam morrer antes de envelhecerem, tomando como certo de que fazem parte do grupo minúsculo de pessoas bonitas em caráter mundial. Então não pode haver racismo por estes motivos também. Continua ilógico.

Discriminar alguém por sua etnia é algo mais verossímil. Se uma pessoa branca olha para um negro e, com isto, julga-o como praticante de religiões de origem africana, ou associa-o a um gosto musical específico, como pagode, ou funk, ou samba, sendo gêneros musicais não atraentes ao branco, por exemplo, pode causar incômodo. E pelo o que já foi citado acima, por questões socioculturais, não é costumeiro ver os negros em concertos de música erudita, porque as questões econômicas os afastaram deste ritmo, e não porque os negros não apreciassem (ou não apreciem) tal estilo musical.

Então a cultura de um povo, se não for atraente para alguém de outra cultura, faz com que tal pessoa discrimine a todos que, por associação, julgar que façam parte daquela cultura. Como em exemplo do nipônico norte americano já utilizado acima, tal discriminação continua refutável. Se o descendente de orientais nasceu nos Estados Unidos e consome e gosta da cultura norte americana, alguém intolerante com orientais não pode associá-lo com tal grupo apenas por conta de suas feições físicas.

Um rapaz negro, bonito, rico, educado, jamais tendo escutado funk ou pagode, estando num teatro para apreciação de música erudita, não poderia, jamais, ser discriminado por moça branca que associá-lo-ia aos negros das rodas de samba ou dos bailes funks a qual repudia. E mesmo que este mesmo homem negro estivesse numa roda de samba, seja para conduzir sua noiva até lá, seja para assinar um contrato com um grupo de samba para gravar um CD, seja para tratar um paciente ali (supondo que ele fosse médico), a moça branca racista logo iria associá-lo ao grupo a qual ele estava inserido momentaneamente.

Não gostar da culinária oriental ou de viver em cabanas na floresta, não é motivo para tornar alguém racista. Existem nipônicos que só gostam de comer hambúrgueres, tal como há indígenas que vivem na cidade grande, entre elevadores, computadores e smartphones.

Muitos indígenas que vivem em aldeias, porém estudam em cidades grandes, são discriminados. Muitas vezes estão estudando na faculdade e seus colegas o ridicularizam apenas por morar em um local diferente da "maioria". Não trata-se do tom avermelhado de pele, não trata-se do cabelo liso, trata-se dos costumes daquele grupo. Ao praticar racismo com o indígena, pratica-se racismo com todas as tribos do planeta.

A antropologia já chegou a conclusão de que não existe cultura melhor ou pior do que outras. Cada grupo tem a sua cultura e pronto. Não são mais atrasados, não são mais avançados, não estão certos, nem errados. Apenas são diferentes. Mas alunos racistas da faculdade onde um indígena estude, escolhem qual matéria fala a verdade e qual não fala em seu curso superior. Se nas aulas de antropologia eles repudiam tal afirmação sobre falta de superioridade entre culturas, como vão acatar demais ensinamentos para tornarem-se médicos, astronautas ou advogados? Novamente são pessoas que selecionam, segundo critérios estapafúrdios, quais são as informações que julgam certas e qual julgam erradas. O racista, ao estudar numa faculdade que ensine que as pessoas são iguais, independente da cultura, deve mudar de faculdade. Se eles ensinam isto, o que mais não seria induzido erroneamente na mente do estudante? Mas o estudante decide que as demais disciplinas estão corretas, e só o estudo de antropologia está errado. Não porque esteja, de fato, errado, mas porque ele quer que seja assim. E assim ele pode continuar discriminando o indígena e praticando o racismo.

As pessoas racistas de pele branca julgam a cor de pele de outros como uma herança cultura. Se é avermelhada, amarelada ou negra, neste instante, toda a história da África, do Oriente e das tribos vêm à tona. E discriminar alguém pelo seu tom de pele é o mesmo que discriminar alguém por preferir comer carne ao invés de frango, ou discriminar alguém por preferir cachoeira ao invés de praia, ou discriminar alguém por preferir bolero ao invés de fado. São preferências, mesmo que tenha origem cultural de antepassados. Música, culinária, política, religião, vestuário, matrimônios, tudo isto pode fazer parte de culturas, mas não estão intrínsecas na pele dos indivíduos. Há indianos que não são hindus. Há orientais que não são comunistas. Há indígenas que sabem ler. Há brancos que não sabem ler, que são comunistas e que são hindus. As pessoas são diferentes e não é o tom de pele que as define. E há negros feios, como há negros lindíssimos. E há pessoas brancas que são horrorosas. Por enquanto, o racismo continua sem legitimidade para existir.

Discriminar uma pessoa por seu tom de pele, atualmente, chama-se xenofobia. Seu significado, entre outros, caracteriza-se como aversão pelo desconhecido, por aquilo que vem de fora (geralmente de outro país), de aversão a raças e culturas. E é isto o que ocorre no mundo contemporâneo. O racismo não existe mais porque ninguém que tenha uma lancha, que consuma sopa em pó ou tome remédio para dor de cabeça, para citar exemplos banais de tecnologia, acredita que haja, ainda, superioridade de raças. Se acredita, é porque não raciocina corretamente, tem retardamento mental, e neste caso necessita tratamento. A não ser que tal pessoa viva isolada numa montanha sem usar nenhuma outra tecnologia já inventada. Se usa um liquidificador ou uma geladeira, é porque entende que o ser humano avançou em suas pesquisas acerca de como funciona o mundo e entendeu que os seres humanos são iguais. Se não aceitar isto, é porque vive fora da realidade, e por isto, há problemas mentais envolvidos.

Recentemente, no Brasil, um ator e apresentador famoso, de pele branca, loiro, bonito, casado com uma bonita atriz e apresentadora, está sendo considerado o exemplo de perfeição masculina, não somente pelo físico, mas pelo comportamento. Exageros à parte, um comentário de usuária da Internet comentou que outro ator famoso, de pele negra, também casado com famosa atriz bonita de cor negra (que foi vítima de racismo, citado acima), não foi citado como modelo de perfeição masculina. O ator negro tem qualidades humanas tão bacanas quanto o ator branco. Mas a usuária da Internet citou que ele não é citado por ser negro. E é verdade. Sem desmerecer os atributos do ator branco, o ator negro não foi considerado um modelo a ser alcançado pelos demais homens do país. E uma das causas bem possíveis, é o fato de ser negro. Novamente, num comparativo, ser negro é ser feio e ser branco (ainda mais loiro), é ser bonito. E os homens comuns têm inveja do ator branco, mas não é visto esta inveja com relação ao ator negro.

Uma atriz norte americana, negra, uma das protagonistas do remake do filme Os Caça-Fantasmas, ao postar em sua rede social uma divulgação do filme, recebeu vários comentários ofensivos em relação a sua cor de pele. Ela estava apenas expondo um filme, como certamente suas colegas brancas de elenco fizeram em suas redes sociais. E as colegas brancas podem ter recebido críticas negativas quanto ao filme, quanto ao penteado que usassem, sobre algum vestido indecente, sobre algum namorado qualquer ou coisa que o valha, mas certamente ninguém mandou mensagem dizendo coisas como: "sua macaca branquela", "volta para a Europa, branca azeda", "seu cabelo serve para arear panelas". A atriz negra sabia que o filme não iria agradar a todos, mas o foco não foi o filme. Tais pessoas não citaram o filme nas postagens, apenas atacaram a atriz por conta do tom de sua pele. A maldade pela maldade. E se a atriz fosse considerada feia por ser negra, certamente algum outro membro de elenco não seria tão belo também, inclusive aqueles mais velhos. Se é para ofender pessoas feias gratuitamente, que os outros colegas de elenco feio sofressem insultos também, o que certamente não ocorreu.

Claro que qualquer pessoa comum que posta uma foto numa rede social pode ser taxada como feia. Há tantos casos de pessoas brancas, consideradas feias, com fotos correndo o mundo pela Internet, como exemplos da feiura. Comentários maldosos assim acontecem, independente da cor da pele, mas os negros são alvos constantes de ataques ofensivos, só por conta do tom de pele, e não por feições consideradas bonitas ou não.

Se não há superioridade de raças, se a medicina já descobriu isto, que haja clareza quanto aos motivos do "racismo" atual: beleza física.

Um grande exemplo que deveria ser difundido para o fim desta segregação, é a imagem de Jesus Cristo. Vários estudos já indicaram que a pele de Jesus Cristo era escura, como as são dos árabes no geral. E os cristãos brancos que rezassem para um Jesus Cristo negro teriam menos propensão ao racismo. Mas, infelizmente, as imagens deste profeta vendidas no Ocidente ainda o deixam com a pele branca e de cabelos lisos. Jesus Cristo negro não seria suficiente para terminar com o racismo, pois nem todos são cristãos, mas seria uma ajuda substancial.

Se há tantos ataques racistas, porque é difícil encontrar alguém que se auto intitule racista? Como estudar a mente dos racistas se eles não se assumem? Quando os autores de postagens racistas são identificados por autoridades, no geral, eles pedem desculpas, e se justificam como tendo sido mal interpretados, que era só brincadeira. Então onde estão os racistas de verdade? Nas empresas, em cargos de chefia, ainda há um número absoluto de pessoas brancas, em relação aos negros. Nos Governos ocorre o mesmo. Cargos de poder ainda são direcionados aos brancos. Isso sem mencionar a disparidade entre homens e mulheres negras, onde a mulher sofre ainda mais desvantagem. Nas classes sociais, pessoas brancas continuam mais ricas do que pessoas negras. Ainda há casos de discriminação em lojas, restaurantes e demais estabelecimentos comerciais, onde o negro é ofendido. Ainda há uma maior violência policial com relação aos suspeitos negros. Mesmo que o policial seja negro também. Médicos, advogados, artistas, cientistas, papas, todos são, em sua maioria, brancos. Os negros mantêm-se ainda em posições semelhantes à época do escravismo: possuem menos valor em sociedade. São trabalhadores mais braçais, são cidadãos mais pobres e de menor consideração.

Se as sociedades ainda discriminam os negros, por que não se encontra facilmente um racista assumido? Certamente porque eles não têm argumentos lógicos para enfatizar seus ataques discriminatórios. O racista é estúpido se acusa os antepassados do negro. É o mesmo que discriminar o filho de um marginal ou o filho de um estuprador. O que os pais (ou antepassados) fizeram, não classifica o ser humano atual.

Não, o racista não tem argumento para fundamentar seu racismo. Dizer que o negro é mais feio do que o branco é discriminar quase toda a população mundial por não ser bela. Não, não há justificativa.

Não, não há racismo. Há o xenofobismo, que nada mais é do que o medo do desconhecido. Aversão ao diferente. Mas se o negro nasceu e cresceu ao lado do branco, como tal branco pode usar de xenofobismo? Não, não há racismo nem xenofobismo. Alguma coisa misteriosa ocorre para os povos de etnias distintas não serem ainda integrados, e não trata-se de racismo, pois o racismo não existe. Não mais. Tal mistério tem nome: maldade. Ser racista é uma forma de ser perverso.

Caso o racismo exista, os racistas deveriam se orgulhar de sê-lo. E ninguém se orgulha de ser racista. Ninguém assume que é racista. Além de racistas, são covardes. Até os adeptos da Ku Klux Klan usavam máscaras. Não são pessoas racistas, são pessoas más que querem fazer maldade às pessoas. E usam um argumento qualquer para propagar maldade e discriminação.

Se um racista assumido, ao ler este texto, encontrasse incongruências no que foi exposto, seria bem vindo para expor seu modo de pensar. Mas argumentar que não gosta de uma etnia apenas porque seu físico ou seus costumes não são do seu agrado, bom, neste caso, volte ao jardim de infâncias para usar argumentos com pessoas com o mesmo tipo de mentalidade.

Os brancos e os negros não têm mais motivos para rixas. Nem os brancos e os amarelos. Nem os negros e os amarelos. Possivelmente os casos de racismo mais graves atualmente sejam direcionados aos vermelhos. Brancos, negros e amarelos vivem em cidades grandes, com costumes similares, de fácil diálogo. Já os indígenas, que ainda vivem em florestas, são menos compreendidos pelos outros povos, que usam do xenofobismo para atacá-los e considerá-los inferiores. E o racismo proveniente dos indígenas para com as outras etnias, parece ser apenas uma tentativa desesperada desta etnia tentar não desaparecer.

Então o racismo não existe. O xenofobismo não existe. Existe a maldade, o ódio gratuito. E existe a torcida para os extraterrestres invadirem a Terra e transformarem todos os humanos em pessoas verdes, do contrário, ao colonizarem Marte os seres humanos podem ser discriminados pelos marcianos esverdeados racistas.

Importante: Este texto preferiu usar apenas os quatro grupos principais de tons de pele: amarela, branca, negra e vermelha, ignorando os mulatos, os cafuzos, os mamelucos e demais misturas, para melhor exposição de argumentos, mesmo ciente de que tais grupos merecem toda a atenção para com o assunto abordado.

O texto também não tem o intuito de fingir que o racismo não existe. Ao mencionar que o racismo não existe, é tão e somente para mostrar que não há argumentos lógicos que possam ser usados pelos racistas, mas ciente de que trata-se de um problema importante que deve ser tratado com seriedade e profundidade.

O texto também não tem o intuito de alegar que as pessoas negras são mais feias do que as pessoas brancas. Estes argumentos foram usados recorrentemente por tratar de possíveis argumentos utilizados por racistas, mas que sempre tornavam-se estúpidos no fim. Há negros e negras tão belos ou mais belos que brancos e brancas e demais etnias.

Igualmente, o texto reconhece que há pessoas com mais de 60 anos bonitas. Independente da cor da pele, é possível que os idosos sejam fisicamente belos e atraentes, até porque a beleza é subjetiva. Apenas focou que, na maioria dos casos, pessoas mais velhas são menos atraentes do que pessoas mais jovens. Mas como informado, a maioria absoluta da população mundial não é considerada bonita, então não há uma ofensa generalizada, e sim constatações, inclusive informando que mesmo os belos atuais deixarão de sê-lo um dia fazendo com que todas as pessoas (com exceção das que morrem antes), são ou serão menos belas fisicamente em algum momento da vida.

Optou-se por não mencionar os nomes das personalidades exemplificadas, mas foram casos de grande repercussão no Brasil e exterior, e facilmente localiza-se informações na Internet a respeito delas.

Também houve uma maior argumentação entre o conflito que há entre brancos e negros, pondo os conflitos com os amarelos e os vermelhos em segundo plano. Há uma discriminação absurda com relação aos indígenas, que é assunto que deve ter máxima atenção, porém que é pouco discutida, inclusive por conta da associação dos brancos/negros de que a questão indígena é menos importante. A comunidade asiática também sofre discriminações, principalmente em países do Ocidente, que é pouco discutida. Ainda assim, o texto focou bastante no conflito entre brancos e negros, por ser mais comum em países do Ocidente, para mostrar que não há (mais) motivos para rixas.

Este texto usou o termo "etnia" para separar grupos de tons de pele distintos. O termo não é amplamente aceito para definir raças, mas o termo "raça" também está em desuso. Já o termo etnia classifica grupos por questões socioculturais, que é o que ocorre atualmente com os racismos existentes.

Caso haja alguém assumidamente racista, seja pela etnia que for, é bem-vindo para expor seus motivos nos comentários. Utilizando de argumentos fundamentados, não será hostilizado.

O único racismo que o texto acha válido, por enquanto, é o racismo dos indígenas para com as demais etnias. Enquanto que todas as demais etnias reconhecem que o meio ambiente deve ser preservado, mas na prática fazem o oposto, os indígenas parecem manter tradições milenares de cuidado com o planeta onde vivem. Enquanto as demais etnias falam em preservar o ambiente, mas focam no consumo, tornam-se hipócritas. Infelizmente, também há indígenas já adeptos do consumo capitalista. Mas como o planeta é um só, se ele acabar, acabam todas as demais etnias também.

O racismo, no conceito etimológico, não existe mais, mas é assunto sério. Felizmente ele não está geneticamente incutido nas pessoas. Ninguém nasce racista. Que o passado não seja esquecido, mas seja superado entre todas as etnias. Que a História propague que os primeiros humanos foram negros, e que atualmente, com a globalização, não existem mais raças puras, pois todas elas se fundiram numa só: na raça humana.

Comentários

  1. Adorei o texto, mas a realidade é que a grande maioria das pessoas é racista.
    Se perguntares a alguém és racista?! É morto e aniquilado na hora
    Pergunta assim e verás respostas que não lembraria a ninguém:-
    - Se o seu filho/filha casasse com alguém de outra religião?!
    - Se o seu neto fosse negro, muçulmano outra coisa qualquer
    - Se o seu filho/neto fosse gay..
    - E se o seu filho/a namorasse um negro, um judeu, árabe o que seja..
    - E se o seu filho fosse gay e evasse no rabo?!
    Com esta arrumas muitos Heteros que dizem que tem amigos gays, E se perguntares a Lésbicas em Portugal
    De bradar aos Céus

    Abraços :D

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    Respostas
    1. Olá, Francisco!

      Se a maioria das pessoas é racista, certamente elas não tem argumento para sê-las.

      O texto foi escrito com base ao modo racista de ser dos brasileiros. E os brasileiros devem ter importado este comportamento do exterior, pois não existe motivo fundamentado para o racismo daqui. Ontem mesmo um ator e cantor negro brasileiro foi atacado na WEB com a seguinte frase: "preto de merdaa" O autor da frase viu uma transmissão ao vivo do cantor e decidiu revelar-se maldoso. Se ele não gosta do cantor, é só ignorá-lo. Com certeza esta pessoa tem outros cantores que desgoste também, e dificilmente atacaria um cantor branco com a frase: "branco de merdaa". Chamaria o branco de todos os nomes possíveis, mas não mencionaria sua cor de pele. E na falta de argumentos lógicos para ofender o negro, usa seu tom de pele como se fosse pejorativo. Este autor deveria apenas escrever: "vai à merdaa", e pronto. Ao pôr um "preto" na frase, mostra que seu problema é com o tom de pele do cantor.

      Talvez o mundo sofra com outros tipos de racismo muito mais graves, e até coerentes (não sei), mas no Brasil, o racismo existe, vitima inúmeras pessoas todos os dias, mas não há argumento que justifique tais atitudes.

      Que os racistas se manifestem e revelem sua lógica. Até lá, o racismo não existe (mais).

      Abraços!

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  2. Ah o racismo! No fundo todos temos algum tipo dele, mas adoramos assumir comportamento politicamente correto e pregarmos, hipocritamente contra o racismo dos outros.

    Gostei profundamente desta observação sua: "O racismo nada mais é do que uma aparência física não atraente aos olhos de quem vê."

    Beijão

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    Respostas
    1. Sim, Paulo, o racismo faz parte das pessoas, mas não por nascimento. Se a maioria das pessoas é racista de alguma maneira, foi porque foi levada a isto.

      É perfeitamente natural que alguém prefira comer tomate ao invés de abóbora, mas isto não faz com que a pessoa que não coma abóbora se empenhe contra este alimento, ou seja, não gostar de algo é natural, mas se empenhar contra, aí é ódio. E o racismo é ódio. Ódio em que as pessoas foram levadas a sentir, não por terem nascido assim.

      Lutemos por um mundo justo, onde abóboras, tomates, pepinos e beterrabas possam viver pacificamente, sem que haja ódio só porque alguma salada não ficou atraente ao paladar!

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